segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Dar uma nova vida a Luis VI

Há algum tempo, um casal pediu-me que desse uma nova vida a dois móveis de sala de jantar, por coincidência iguais ao meu, e dois espelhos clássicos.

                                    


São características deste mobiliário os pés torneados, a flor de liz e o estilo romântico. O branco quanto a mim torna qualquer móvel deste género mais bonito, ao redor tudo consegue fluir com harmonia e as linhas escuras tornam-se suaves e delicadas, o verdadeiro estilo shabby chic.



Depois de lixar e retirar todo o brilho da madeira que estava em excelente estado com mais de 50 anos, apliquei com a pistola de compressor uma leve camada de tinta aquosa mate, acho que ficam sempre melhor sem brilho.
Em seguida lixei com uma lixa de esponja fina para uniformizar e retirar qualquer vestígio a mais.
Voltei a pintar e depois de seco apliquei massa de fissuras em alguns defeitos da madeira ou em algumas junções menos perfeitas.







Lixei novamente tudo e apliquei mais tinta.
Lixei novamente com a lixa de esponja fina para madeira.


Acreditem ou não eu não sou dessas coisas, mas andei estes dias cheia de pó branco no nariz, mesmo com máscara não haviam quem aguentasse tanto pó.
Os vidros deram realmente muito trabalho, e foi perto da uma da manhã que consegui terminar para entregar no dia seguinte.




Não ficou um trabalho perfeito, nunca tirei qualquer formação nesta área e o que vou fazendo deve-se aos móveis que reciclei aqui em casa sempre sozinha, por tentativas e experiências aqui e ali.
Gosto de assumir os erros da madeira e este tipo de trabalho não é lacado, nunca pode ser uma pintura completamente perfeita.
Não apliquei verniz porque ainda não consegui encontrar o ideal... deixam sempre o trabalho amarelado e não gosto disso.








As fotos estão péssimas foram todas tiradas com o telemóvel, mas dá para ter uma ideia.
 Um dos espelhos é este na fotografia abaixo. Era um espelho lindo em talha dourada, tirei algumas fotos antes mas perdi-as não sei bem como. Tive que aplicar a massa em várias fissuras que apresentava, mas o espelho é composto por uma massa que parece gesso e ao lixar era como se fosse reconstruí-lo, ele assumia facilmente as linhas que eu lhe quisesse dar. Foi fácil conseguir os recortes e arredondar onde era preciso, mas precisou de bastante massa nas fendas que tinha no meio dos relevos.

Já no seu lugar, ok o papel de parede não fui eu, mas olhando para as fotos nem acredito que fui eu!






1 comentário:

Ana disse...

Lúcia, que trabalho tão bonito, estás uma profissional, tens futuro numa coisa que adoras, parabéns